A explosão da bolha especulativa da internet no final dos anos 90 deixou muita gente desnorteada.
Era difícil de prever o que viria depois daquela onda que sacudiu o mundo.
Minha experiência com a web 1.0 foi marcada pela utilização do e-mail para fins profissionais, não raro descambando para outros campos.
A possibilidade de fazer entrevistas via instant messenger era mais uma afirmação de modernidade da qual ninguém escapava.
A web 1.0 vingou rapidamente nas empresas por agilizar as comunicações internas e permitir um relacionamento mais ágil com clientes e fornecedores.
O foco estava nos negócios imediatos e futuros com as chances abertas pelo comércio eletrônico. Muitos empresários investiam simplesmente para "marcar posição".
Outros queriam descobrir uma forma de ganhar dinheiro, e não faltavam "cases" milionários para reforçar essa crença.
A explosão da bolha representou a volta à realidade e não o fim das grandes navegações.
Concordo com Tim O’Reilly quando ele diz que a web 1.0 tem a cara do Netscape enquanto a web 2.0 tem a cara do Google.
A comparação não é pejorativa, mas baseada na relação que cada uma delas mantém com o mercado.
O Netscape em sua época tinha aspecto sisudo e pouco jogo de cintura. A imagem do Google é de algo que se desdobra em milhões de possibilidades ao oferecer serviços e soluções ao usuário.
Nesse sentido, o Google reflete a imagem atual da internet onde tudo parece fazer parte de um imenso caldeirão.
Chama a atenção na web 2.0 a valorização da arquitetura das páginas, que parece jogar na tela não uma, mas dezenas de iscas. Isso tanto serve para atender a diversidade de interesses na rede como também prender o internauta por mais tempo.
Também a interatividade é marca da web 2.0 ante a relativa passividade imposta pela 1.0.
Essa característica provocou mudanças também no jornal impresso, que busca formas de pegar carona no on-line.
Na realidade, o leitor/internauta deixou a condição de pauteiro eventual para se transformar em fornecedor de conteúdo.
Atentos a isso, alguns portais abrem espaço para comentários, que às vezes são informativos e polêmicos. Outros pedem abertamente que o leitor atue como repórter enviando matérias ou fotos à redação.
Mais ainda, há jornais feitos por leitores, como o ohmynews.com. Isto sem contar blogs, que melhor expressam conteúdo e interatividade.
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3 comentários:
Paulo,
Excelente o teu post. É personalizado como um blog deve ser e ao mesmo tempo analítico e informativo.
Parabéns
Castilho
Oi, Paulo!
Parabéns pelo blog! A linguagem é leve e informativa...bom de ler.
abs
Paulo,
Você não tem postado os demais exercicios. Se estiver enfrentando algum problema nos comunique.
Os posts são importantes porque eles formam a base da avaliação final para emissão de certificado de aprovação.
Um abraço
Castilho
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