domingo, 21 de setembro de 2008

Transição da web 1.0 à web 2.0

A explosão da bolha especulativa da internet no final dos anos 90 deixou muita gente desnorteada.
Era difícil de prever o que viria depois daquela onda que sacudiu o mundo.
Minha experiência com a web 1.0 foi marcada pela utilização do e-mail para fins profissionais, não raro descambando para outros campos.
A possibilidade de fazer entrevistas via instant messenger era mais uma afirmação de modernidade da qual ninguém escapava.
A web 1.0 vingou rapidamente nas empresas por agilizar as comunicações internas e permitir um relacionamento mais ágil com clientes e fornecedores.
O foco estava nos negócios imediatos e futuros com as chances abertas pelo comércio eletrônico. Muitos empresários investiam simplesmente para "marcar posição".
Outros queriam descobrir uma forma de ganhar dinheiro, e não faltavam "cases" milionários para reforçar essa crença.
A explosão da bolha representou a volta à realidade e não o fim das grandes navegações.
Concordo com Tim O’Reilly quando ele diz que a web 1.0 tem a cara do Netscape enquanto a web 2.0 tem a cara do Google.
A comparação não é pejorativa, mas baseada na relação que cada uma delas mantém com o mercado.
O Netscape em sua época tinha aspecto sisudo e pouco jogo de cintura. A imagem do Google é de algo que se desdobra em milhões de possibilidades ao oferecer serviços e soluções ao usuário.
Nesse sentido, o Google reflete a imagem atual da internet onde tudo parece fazer parte de um imenso caldeirão.
Chama a atenção na web 2.0 a valorização da arquitetura das páginas, que parece jogar na tela não uma, mas dezenas de iscas. Isso tanto serve para atender a diversidade de interesses na rede como também prender o internauta por mais tempo.
Também a interatividade é marca da web 2.0 ante a relativa passividade imposta pela 1.0.
Essa característica provocou mudanças também no jornal impresso, que busca formas de pegar carona no on-line.
Na realidade, o leitor/internauta deixou a condição de pauteiro eventual para se transformar em fornecedor de conteúdo.
Atentos a isso, alguns portais abrem espaço para comentários, que às vezes são informativos e polêmicos. Outros pedem abertamente que o leitor atue como repórter enviando matérias ou fotos à redação.
Mais ainda, há jornais feitos por leitores, como o ohmynews.com. Isto sem contar blogs, que melhor expressam conteúdo e interatividade.

3 comentários:

Curso Jornalismo Online segunda edição disse...

Paulo,
Excelente o teu post. É personalizado como um blog deve ser e ao mesmo tempo analítico e informativo.
Parabéns
Castilho

Sandra disse...

Oi, Paulo!

Parabéns pelo blog! A linguagem é leve e informativa...bom de ler.
abs

Curso Jornalismo Online segunda edição disse...

Paulo,
Você não tem postado os demais exercicios. Se estiver enfrentando algum problema nos comunique.
Os posts são importantes porque eles formam a base da avaliação final para emissão de certificado de aprovação.
Um abraço
Castilho