Uma figueira cinqüentenária, mas ainda viçosa, está com os dias contados nas proximidades do Centro de Guarulhos.
A Prefeitura decidiu derrubá-la com o argumento de que esta é a única solução possível para dar segurança aos pedestres no local.
Tomados de revolta, os ecologistas foram até lá, mas desistiram do tradicional abraço de mãos dadas em torno dessa vítima do progresso. Depois de uma reflexão, concluíram que o quadro é complicado.
A árvore ocupa uma faixa de aproximadamente 1,5 m entre a avenida Guarulhos e a rua Antônio Iervolino, o que causa espanto aos menos avisados.
As duas vias têm trânsito intenso durante todo o dia e pontos de ônibus de elevada densidade demográfica. Na hora do rush, ninguém pode mexer um braço, muito menos espirrar.
Mas a cena não era essa quando a árvore foi plantada na década de 50.
Na época, a cidade tinha apenas 35 mil habitantes e integrava o chamado cinturão verde que fornecia legumes e verduras à vizinha São Paulo.
Tomados de revolta, os ecologistas foram até lá, mas desistiram do tradicional abraço de mãos dadas em torno dessa vítima do progresso. Depois de uma reflexão, concluíram que o quadro é complicado.
A árvore ocupa uma faixa de aproximadamente 1,5 m entre a avenida Guarulhos e a rua Antônio Iervolino, o que causa espanto aos menos avisados.
As duas vias têm trânsito intenso durante todo o dia e pontos de ônibus de elevada densidade demográfica. Na hora do rush, ninguém pode mexer um braço, muito menos espirrar.
Mas a cena não era essa quando a árvore foi plantada na década de 50.
Na época, a cidade tinha apenas 35 mil habitantes e integrava o chamado cinturão verde que fornecia legumes e verduras à vizinha São Paulo.

A rua Antônio Iervolino e a avenida Guarulhos corriam paralelas à linha do trem da Cantareira, imortalizada por Adoniran Barbosa na música “Trem das Onze”.
Nesse meio século, Guarulhos tornou-se o segundo maior município do estado em geração de riquezas e população – 1,3 milhão de habitantes, segundo o IBGE .
Cortada por rodovias como a Presidente Dutra, Fernão Dias e Ayrton Senna, abriga ainda o mais movimentado aeroporto do país, pelo qual circulam aproximadamente 100 mil pessoas por dia.
A árvore não tem mais espaço na paisagem, mas continuará a existir na memória dos que tiveram a oportunidade de vê-la sorrir.
Um comentário:
Paulo, o teu texto está muito interessante. Duas observações:
1) A foto poderia ser maior, para destacar esta situação paradoxal de uma figueira centenaria sendo atropelada pelo crescimento demografico;
2) O tema valeria uma provoação aos teus leitores buscando aumentar a interatividade do teu blog. Procure sempre pensar nisto na hora de produzir um post.
Um abraço
Castilho
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